Podem me apedrejar, mas eu não gosto de Eric Clapton, nem de B.B. king ou John Lee Hooker, ou nenhum desses caras que tocam blues elétrico. Por que eles têm sempre que seguir o mesmo riff limitado de doo-doo-doo-doo-doo-doo-paa-doo-doo? Com todas aquelas guitarras e baterias pesadas e pedais e todo aquele barulho…Ahhh! É mesmo detestável!
Aquilo não tem nada a ver com o Blues de verdade, feito por deuses como Charley Patton, Robert Johnson, Skip James, Fred Mcdowell ou a genial Geeshie Willie. Recentemente andei ouvindo também muito de Bessie Smith e reconheço…que mulher! Ela era uma dessas negras gordas que cantavam o blues do fundo de sua alma. Nesse disco, que é uma coletânea de suas gravações de 1923 a 1937, ela canta músicas realmente tocantes e que te fazem mesmo sentir o que o blues deve te fazer sentir. E tudo simples, apenas com um piano, uma espécie de corneta que mais parece um pato e a belíssima voz dela. Enfim, chegou até mim por minha amiga Alzira, que me emprestou o disco gravado num cd em um daqueles envelopes de papel, escrito atrás apenas o nome “Bessie Smith” em uma grafia bonita. Aproveitando o envelope e o nome escrito, acabei improvisando uma capa: